Soube recentemente que Damien Hirst não é mais amigo de Charles Saatchi, aquele da galeria. Mas sua fortuma pessoal, segundo uma revista muito estranha que recebo em casa, é da ordem de U$364 milhões. Pudera! Foi para ele o mais alto valor já pago por uma obra de arte de artista vivo. Coisa na casa dos U$100 milhões. Hirst é vivo. E dá-lhe vivo.
Em 2008, por conta de uma associação com a Warhol Foundation e a Levis, o artista reinventou o jeans e a camiseta com uso de caveiras estilosas. Nada que já não tenhamos visto bem antes nos desfiles do Herchcovitch (um dos poucos artistas/estilistas de responsa). Sejamos francos. Mas isso tudo era para citar sua nova expô, a End of an Era, em cartaz na Gagosian Gallery. Nessa mesma leva, a galeria trabalha com Alexandre Calder.
Mas… O mundo vai acaba amanhã e você só tem tempo para ver uma delas. Qual você escolhe?
Achei Adriane Galisteu, doutora em filosodia e musa do Piauí Herald, num ensaio “fetiche” pra revista Cavallino, da Ferrari. Sei, sei. Mas vamos combinar? Não importa a marca: fazer propaganda de carro é brega.
Muro de Berlim: qualquer semelhança com São Paulo não é mera coincidência
Hoje falou-se no tuiter sobre a importância da arte urbana num país com acesso restrito à cultura. Sobre esse assunto, dados do IPEA sobre a freqüência de práticas culturais tem rodado a rede. No site da Unesco, alguns dados são esmiuçados:
Apenas 13% dos brasileiros frequentam cinema alguma vez no ano.
92% dos brasileiros nunca frequentaram museus. 93,4% dos brasileiros jamais frequentaram alguma exposição de arte.
78% dos brasileiros nunca assistiram a um espetáculo de dança, embora 28,8% saiam para dançar.
82% dos brasileiros não possuem computador em casa, destes, 70% não têm qualquer acesso à internet (nem no trabalho, nem na escola).
56,7% da população ocupada na área de cultura não têm carteira assinada ou trabalham por conta própria.
As unanimidades são a televisão e o radio. E… A rua que ainda serve malgré tout como tablado para as manifestações sociais, econômicas e culturais ainda que cravejado pela mira do Planejamento Urbano neoliberal se transforma em zona militarizada, onde a sobrevivência depende do automóvel que se tornou tanque de guerra em miniatura em detrimento de toda e qualquer urbanidade.
É, muitas vezes confundi técnica com temática e deixei de lado bons projetos por não serem inéditos. Santa bobagem. Exemplo disso são as diferenças entre o Projeto Estremas, concebido por moi même, e o Printed Matter. mas nós temos alguns pontos de aproximação…
Craft is a starting place, a set of possibilities.
It avoids absolutes, certainties, over-robust definitions, solace.
It offers places, interstices, where objects and people meet.
It is unstable, contingent.
It is about experience.
It is about desire. It can be beautiful.
— Edmund de Waal
Bem, é verdade que Evelin Kasikov borda bem melhor que eu. Mas o meu intuito, hohoho, não é bordar tão bem quanto ela.
Um dos livros que estou a ler é Obra Aberta, de Umberto Eco. É um daqueles livros que a gente tem de ler todinho e bem cedo, mesmo que seja com o apoio de dicionários. Feliz ou infelizmente, moi que não cursou faculdade de artes visuais, só estou estudando a obra agora. Com apoio de dicionários, claro. Antes tarde do que mais tarde. =) Resultado? Até aqui estou maravilhada, por diversos motivos. Read the rest of this entry »
Eu tinha de dividir esse trampo com vocês. Passei anos mergulhada em “ociosa curiosidade”, pensei que nunca ia acontecer coisa alguma. Mas não é que as coisas estão fazendo sentido?
Aliás, esse trabalho é uma interpretação de O duplo, Fiodor Dostoiévski. Não falei aqui mas 2010 é o ano do autor no coração dessa blogueira que vos fala.
Mac Funamizu ficou conhecido por seus protótipos de celular que falam de transparência, minimalismo, otimismo e quaisquer tendências clean que você desejar. Porém, vendo seu portfolio prefiro destacar suas moedas infograficas: de algum modo elas falam menos superficialmente de função, beleza e possibilidade. Felizmente, não são translúcidas. Talvez seja hora de outro discurso, né? O Ffound do artista deixa a dica. Se antes Mac postava até chuveiros transparentes, agora está falando sobre madeira. Estamos de olho.
Como pode uma mulher aparentemente limpinha ser na verdade profundamente nojenta? Tessa Farmer é assim, #prontofalei. No seu site, ao apresentar a obra Resurrection of the Rat, explica que umas fadinhas desgracentas mataram o rato, comeram-no (vadias) e depois usaram a carcaça para criar uma obra de arquitetura. Politicamente correto. Ainda assim, essas fadinhas não são flor que se cheire. Muito bem.
A notícia é velha, mas interessante. O Comitê nacional pelo retorno de artefatos roubados requisitou mais uma vez a devolução do busto de Nefertiti, atualmente em exposição no Neues Museum. O governo egípcio diz que o descobridor da peça, Ludwig Borchardt, forjou os papéis para retirá-la do país e pede que as autoridades alemãs provem que a rainha foi tirada legalmente do Egito há quase 100 anos.
A cobra fuma assim: se os egípcios estiverem certos e os alemães quiserem reter a peça, terão de falsificar os papéis de novo. Recentemente, o mesmo orgão conseguiu que o Louvre devolvesse cinco pinturas. Hohoho. Claro, é apenas uma questão de lucro mas… Tou com o Egito. Provar que os europeus e suas instituições são lalaus é bacana mesmo. Aliás, requisitar peças roubadas pelos alemães é tendência: saiu no Art info que os Estados Unidos pedem a devolução de uma obra de Camille Pissaro roubada pelos nazistas.
Essa também é fresca: roubaram As coristas em Marselha. É, ladrão que rouba ladrão tem cem anos de perdão. De qualquer forma, parece que roubar Degas dá lucro. O preju é de aproximadamente 75 milhões de reais. Bem menos que a mega sena da virada, né? Aliás, se eu nunca mais postar, vocês já sabem. Nunca acreditei mesmo nesse negócio de Arbeit macht frei. Falando nisso, essa placa também foi roubada, você viu?